sábado, 16 de julho de 2016

Projeto de Lei sobre legítima defesa

O deputado Rogério Peninha Mendonça apresentou nessa semana o PL 5822/16, que reformula as disposições do Código Penal sobre a Legítima Defesa, evitando que continuem existindo distorções quanto a este instituto, com o que se tem punido injustamente quem reage tomado por extremo estresse. 

Depois do PL 3722/12, tive agora a satisfação de também participar da elaboração dessa proposta, que considero de enorme importância. Detalhes no vídeo abaixo:


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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dicas em Vídeo

Com a publicação do livro, passei a receber alguns questionamentos sobre como ter artigos veiculados em grandes canais de mídia.
Embora não me considere sequer minimamente uma autoridade nesse assunto, fiz um registro em vídeo sobre o pouco que já aprendi, esperando possa ajudar aos que pretendem trilhar esse caminho.
Um vídeo bastante "off-topic" em relação aos temas habituais. Como sempre, comentários (inclusive os críticos) são muito bem-vindos.


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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Artigo especial para o UOL

Nessa sexta-feira (17), o UOL promoveu um debate sobre o ataque à boate Pulse, em Orlando, relacionando o evento à posse de armas. Tive a satisfação de escrever o artigo defendendo o direito à legítima defesa e o fim das gun-free zones. Clique na imagem para acessar (é possível comentar e compartilhar diretamente pelo portal):


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terça-feira, 24 de maio de 2016

Fantasia Global

Não é novidade que o jornal O Globo tem postura amplamente desarmamentista, o que há muito vem comprometendo sua isenção ao falar sobre armas, criminalidade e violência. Porém, mesmo para as publicações com postura ideológica definida, há condutas que extrapolam qualquer absurdo, demonstrando um grosseiro e reprovável desapego para com a realidade.

Foi exatamente o que aconteceu com o editorial de opinião veiculado na edição desta terça-feira (24), sob o título "Violência Cresce com Descaso no Controle de Armas". Nele, afirma-se que "no Rio, 86% do armamento em mãos da criminalidade tem origem legal, dado que deve se reproduzir em todo o país". 


Nada, porém, é mais falso. A realidade, flagrantemente deturpada na matéria, é exatamente oposta ao ali registrado. 

O que se apurou na CPI das Armas da ALERJ, em apresentação realizada pela própria Secretaria Estadual de Segurança Pública, comandada pelo também desarmamentista José Mariano Beltrame, foi que 86% das armas apreendidas não tiveram a origem identificada

A farsa global pode ser facilmente constatada ao se assistir ao vídeo da audiência pública da referida CPI, quando houve a apresentação dos dados:


Ter uma linha editorial com viés definido é uma coisa, mentir deslavadamente para seus leitores é outra, completamente diferente. É desonestidade, pura e simples.


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Quem precisa fazer alguma coisa é VOCÊ!

Duas ocorrências violentas no Rio de Janeiro marcaram o final da semana passada. Em mais um dos já incontáveis arrastões no trânsito da cidade, a jovem Ana Beatriz Frade, de 17 anos, foi cruelmente assassinada por um criminoso, enquanto ia buscar sua mãe no aeroporto. Em outro episódio, mais um policial, um sargento da Polícia Militar, foi morto durante uma operação no Jacarezinho. Nos dois casos, o retrato de uma sociedade estafada com a violência.


A morte da jovem estudante causou óbvia comoção. Não é possivel, de fato, admitir a perda de uma vida humana que nem sequer saiu da adolescência pela ação de um facínora covarde, que ao longo de sua existência, sob a visão leniente de um vitimismo insano, somente acumulou o mal, em seu mais puro e odioso conceito. 

Nas redes sociais, onde os desabafos se multiplicaram, a demonstração de insuportabilidade da realidade de insegurança era acompanhada de um lacônico pedido de socorro: "alguém precisa fazer alguma coisa". O "alguém" clamado pelos que se manifestavam, conscientemente ou não, voltava-se a alguma representação estatal, pois, afinal, é do Estado o dever de prover a segurança pública. Só que nisso o Estado faliu.

No sábado, no enterro do sargento, o Secretário de Segurança Pública de Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, subiu o tom para dizer que "quem atirar na polícia vai tomar tiro também". Ele está certo, não se reage a tiros com pombinhas brancas, e isso já deveria ser tomado como óbvio. Mas, e quem atirar no cidadão, como no carro em que estava a jovem assassinada? Quem vai defender o cidadão que toma tiro?

Há mais de um ano, em fevereiro de 2015, o próprio Beltrame, enquanto enterrava quatro policiais mortos, era o retrato da impotência frente aos bandidos, e, desanimado, parecia também pedir socorro, ao afirmar que "a polícia está sozinha no combate ao crime". É verdade, e o secretário é um dos grandes responsáveis por isso.

Apesar de todos os sucessivos exemplos que colhe de perto quanto ao fracasso do modelo atual, ele segue vendo o cidadão como inimigo, e não como aliado, defendendo ferozmente políticas de desarmamento que impedem o acesso daquele a meios eficazes de defesa. E, não defendendo sequer a si próprio, jamais poderá o cidadão auxiliar a polícia, como parece querer um contraditoriamente perdido secretário.

A questão é que a polícia também não dá mais conta de defender nem a si própria. Até para fazer o óbvio - atirar de volta ao ser atacada por disparos - é preciso avisar em tom de ameaça, na esperança de que os bandidos tenham medo e não ataquem. Se atacarem, são os cadáveres de farda que se acumularão.

Portanto, cidadão, se realmente deseja que esse dantesco quadro criminal em que vivemos seja revertido, não é "alguém" que tem que fazer alguma coisa, é "você". E um bom começo é lutar para quem atirar em qualquer um que seja, policial ou não, receba tiros também. Ou se assume essa postura, ou seguiremos enterrando vítimas dos criminosos e deixando pueris desabafos em timelines de redes sociais. Não há mais espaço para meio-termo - como, aliás, em qualquer guerra.

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

O Maquiavélico Afastamento de Eduardo Cunha pelo STF

Sem lastro normativo, muito menos constitucional, a decisão do STF de afastar o presidente da Câmara dos Deputados se revela casuística, só podendo ser positivada pela concepção de que os fins justificam os meios.

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Confira meu novo artigo para o Jus:


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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Temer não é candidato e não estamos em eleição.

É mais do que evidente a adoção da "tática de terra arrasada" pela presidente Dilma, buscando fazer o maior estrago possível no país antes de deixar o cargo. Porém, é preciso se ater aos fatos, para não dar uma dimensão de catástrofe ao que não tem.

Todos os atos praticados por decreto (ato unilateral da Chefia do Executivo) podem ser desfeitos exatamente da mesma forma que implementados. Dilma fez besteira? Temer vai lá e revoga. Simples.

E, embora considere a saída do petralhismo do poder algo absolutamente urgente e necessário, é bom os incautos pararem de rotular o "mordomo de filme de terror" como a salvação do país ou "um novo Macri". Não passa nem perto disso.

Temer assumirá a presidência comprometido ao extremo com uma base de apoio inchada, que sabe fazer o que mais se faz na política brasileira: vender (caro) esse apoio. Não por outra razão, já fala que será difícil reduzir os ministérios como queria, já cogita o retorno temporário da CPMF e já baixou muito o tom com o enxugamento da máquina pública.

Não há o que se fazer agora. A política brasileira é um enorme balcão de negócios, e isso não será mudado de uma hora para a outra, sobretudo com um gestor que não é de direita - e isso precisa ficar muito claro.

O ponto agora é a saída de um esquema criminoso que afundou o país em prol de um populismo irresponsável, a serviço de um plano de poder perpétuo. Temer é um substituto eventual, que chegou onde está junto com o petralhismo (não se pode esquecer disso). Não é uma opção de oposição ao governo e muito menos estamos em qualquer tipo de eleição - discurso, aliás, que só beneficia o próprio PT.

Um passo de cada vez. O máximo que se conseguirá agora é tirar o país da UTI, mas o tratamento ainda será longo até a alta. E os remédios costumam ser amargos.

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sábado, 23 de abril de 2016

Não é insensibilidade, é saturação

A imagem de dois corpos estirados na areia da praia, no Rio de Janeiro, enquanto um grupo de pessoas joga futebol, está correndo a Internet e escandalizando pela áurea de insensibilidade que transmite, como se os mortos não tivessem nenhuma relevância naquele cenário. A questão, contudo, não é de insensibilidade, mas de saturação. Neste país, corpos em locais públicos estão longe de ser algo raro, e o que não é raro não espanta.

São registrados no Brasil cerca de 60 mil assassinatos por ano, ou 164 por dia, quase sete por hora. No trânsito, morrem 40 mil pessoas ao ano, 109 por dia, mais de quatro por hora. É uma fábrica de cadáveres funcionando em ritmo acelerado, com elevado grau de produtividade.


Como resultado, corpos, numa constatação que beira o surrealismo, não são mais algo estranho nos cenários metropolitanos, sobretudo em nossos grandes centros, como o Rio de Janeiro. Não representam mais algo chocante, não têm o poder sequer de alterar a rotina das pessoas, que apenas olham e seguem suas vidas, o que pode significar jogar bola a apenas alguns metros de distância.

A dor, o choque e o inconformismo se reservam somente às pessoas próximas das vítimas, para quem o sofrimento não é amenizado por dados estatísticos. Ao menos por enquanto, pois é imprevisível a realidade para a qual estamos caminhando.

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Por que você é contra o desarmamento?

Há alguns dias, numa conversa informal com um amigo, o tema acabou descambando para as restrições ao acesso às armas, do que resultou uma pergunta tão simplesmente direta quanto intrincada. "Por que você é contra o desarmamento?", me indagou ele. Por uns instantes, fiquei preso à complexidade daquela resposta, já que os motivos são muitos, o suficiente para montar um livro (literal e concretamente), mas resolvi devolver a simplicidade: "porque não funciona", respondi, ciente de que aquilo dificilmente encerraria a conversa.

Obviamente, não encerrou e veio a réplica: "como você pode afirmar isso?". Aí, não havia mais jeito de manter a superficialidade. Perguntei a ele se estava com tempo, ele disse que só um pouco, e então tive que partir para uma conduta mais, digamos, incisiva - tanto quanto fria, o que me faz evitá-la ao máximo. Entreguei-lhe um exemplar do "Articulando em Segurança" que tinha no carro e indiquei o site do Cepedes, mas sem muita esperança de que fosse acessado - o meu amigo não é muito fácil de se desapegar de suas convicções, e, até então, acreditava que o desarmamento era algo positivo.

Hoje, fortuitamente, tive novo contato com ele. Para minha enorme satisfação, me disse que havia se convencido totalmente de que as políticas desarmamentistas são um grande erro e que isso fica inteiramente óbvio a quem para, um pouco que seja, e se dedica ao estudo do tema. E arrematou: "é claro que não funciona!".

Pois é. Foi o que eu havia dito...

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# Aos que queiram se inteirar mais sobre o assunto, faço duas indicações:

a) a primeira, obviamente, é o livro - www.articulandoemseguranca.com.br

b) a segunda é o vídeo da minha participação mais recente em audiências públicas na Câmara dos Deputados, na qual, no exíguo tempo de que dispunha, acabei sintetizando bastante o que penso sobre esse assunto:




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domingo, 3 de abril de 2016

Radicalizando a anticultura.

Até outro dia eu insistia em separar o talento dos artistas brasileiros de seus posicionamentos político-ideológicos, por mais tacanhos que fossem. Isso me permitia achar que Wagner Moura só fala besteira sobre política, mas não impedia que assistisse aos seus filmes. Também era possível entender que Chico Buarque é um ser extremamente hipócrita em sua postura ideológica e, ao mesmo tempo, ouvir suas músicas - Baticum povoou minha adolescência e esse "vírus" me acompanhava por diversos anos. Mas não dá mais.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Participação em matéria jornalística:

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Cinco milhões de celulares roubados no Brasil

Mais de cinco milhões de celulares já foram roubados no Brasil. O número de ocorrências pode ser ainda maior, pois muitas vítimas não registram o caso na delegacia.

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lançado!

Não foi em 2015, mas o prometido projeto literário está, finalmente, pronto. A coletânea "Articulando em Segurança: Contrapontos ao Desarmamento Civil" foi lançada no último dia 21.02 e já pode ser adquirida na loja da Amazon, em versão eletrônica - e-book. A versão impressa deverá estar disponível em breve também já está disponível nas lojas dos EUA e Europa, com remessa para o Brasil (clique aqui para ver).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Qual a profundidade do poço em que estamos?

As frases apocalípticas nunca estiveram tão presentes no cotidiano do brasileiro. Nas conversas mais informais não tarda a aparecerem expressões como "a coisa está feia", "o país quebrou" ou "ainda vai piorar". Não é para menos, pois as recentes notícias não são nada animadoras. Ao contrário, a cada dia são novas informações sobre falências, desativações, reduções de salário, lay-offs, inflação em dois dígitos e etc., compondo um cenário novo para um povo que vinha cegamente acreditando viver no país de um futuro que nunca chegava.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"Você é amigo dos Bolsonaro"!

A patrulha tucano-petralha não para de se superar. Em uma conversa num ambiente bem heterogêneo, defendia algumas posturas pessoais em tom de amenidade (o informalismo era mesmo a tônica), quando, ao avaliar positivamente a possível implicação de Aécio Neves em escândalos recentes, fui surpreendido por uma confrontação verdadeiramente acusatória: "você só diz isso porque é amigo dos Bolsonaro"! Estranhando a afirmação, ainda tentei entender a que ela se referia, sendo novamente alvo da exasperação: "não adianta negar, eu vi suas fotos com o filho dele (Jair) no Facebook". Só então compreendi.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Enviesada tática de terra arrasada

Em recente análise política, Rodrigo Constantino abordou a estratégia tucana em evitar ações radicais no atual momento político, preferindo deixar as coisas irem piorando gradativamente para, em 2018, não  haver qualquer chance de o PT se manter no governo. No texto, o analista, com habitual precisão, alerta para o risco da estratégia, pois, com ela, é possível que em 2018 só restem as ruínas do que já foi um país.

A questão, todavia, parece ir além das meras estratégias eleitorais. Ela passa por uma latente covardia administrativa dos tucanos, que, muito pouco propositivos em sua agenda social-democrata (algo que agora chamam de "esquerda democrática"), esperam a instauração do caos para, assumindo o país sob sua vigência, ficarem isentos de qualquer cobrança por não conseguirem sair dele. Algo no melhor e mais autêntico estilo Tiririca, com o seu "pior não fica", ou uma espécie de tática de terra arrasada às avessas, em que é a própria vítima que espera a destruição do que lhe será legado.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Reflexões dominicais

Domingo, já é carnaval por estas bandas e sigo num forçado repouso, tentando me recuperar de mais uma forte virose. Cenário perfeito para, entre variações febris, divagações cotidianas. Vejamos.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Erro de continuidade [vídeo]

Nem só a nossa mídia comete erros em relação às armas de fogo. Às vezes, até Hollywood se atrapalha.

Confiram a sequência de um dos grandes filmes dos últimos anos, "Atirador":



# Nota: Após a postagem, alguns amigos menos familiarizados com o tema me questionaram o que havia de errado. Eles estão certos, o vídeo ficou muito segmentado para quem já tem intimidade com o funcionamento de pistolas.

A questão é que, na sequência, a arma para aberta, isto é, quando todas as munições já foram disparadas e ela está descarregada. Esse é o destaque do primeiro círculo, justamente após a personagem atirar no bandido. Na continuidade da cena, a arma volta a estar fechada, o que, no entanto, não acontece automaticamente. Daí o erro apontado.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Erros sobre armas na mídia

Depois da postagem sobre a abertura do seriado em que armas disparavam cartuchos completos de munição, me chegou a sugestão para comentários quanto a outras situações semelhantes, com erros gritantes sobre as armas. Sugestão aceita.

Vamos, então, ver uma clássica ilustração que circula na Internet e já foi usada por diversos órgãos da imprensa:


Alguém arrisca apontar os erros? 


# Usem o espaço dos comentários 
(no celular, alterne para a"versão web" para ativar)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Estranhos disparos

Por conta de um repouso forçado, hoje acabei zapeando um pouco pela TV à tarde e me deparei com um seriado nacional chamado "A Lei e o Crime", veiculado pelo canal Universal. O choque veio logo na abertura. Em uma perseguição numa favela, policiais disparam em um criminoso e há um efeito especial que destaca os projéteis disparados. Quer dizer, deveriam ser os projéteis...

Por incrível que pareça, as armas dos policiais disparam cartuchos completos de munição! O efeito especial acaba destacando claramente o estojo e a espoleta, algo absurdo para quem tem um mínimo de conhecimento do assunto. Duvidam? Então vejam:

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Hangout da Bala

Na próxima quinta-feira (28.01), às 22h (Brasília):


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Objetivos e limitações


É claro que é motivo de muita satisfação receber o incentivo dos amigos e sugestões de temas para novos textos. A questão, porém, é que, como já registrei na postagem sobre o livro, não tenho como produzir mais material do que faço hoje, infelizmente.

O critério prioritário de minhas atividades profissionais não pode ser mudado e, com isso, o tempo que sobra para a coordenação do CEPEDES e, agora, o blog é muito limitado. Além disso, não me considero ativista de qualquer causa, tampouco nutro expectativas pela constituição de qualquer entidade com esse propósito, muito menos alguma que arrecade dinheiro. Isso nunca foi e segue não sendo uma opção.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Receptividade

Compartilhamentos do artigo em 28,8 mil*, ainda que sem divulgação direta pelo UOL ou mesmo inclusão dentre os textos "recomendados" na coluna "Opinião" (onde, dos 17 textos, apenas um teve mais interações).

Mais uma vez, grato a todos que prestigiaram o trabalho e, com isso, contribuíram diretamente para garantir mais uma abertura contra o discurso politicamente correto e socialmente perigoso do desarmamento.



* Valor atualizado em fevereiro/2016
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Não se reage é a uma abordagem policial

Um carro avançou em uma blitz na Zona Oeste do Rio de Janeiro, levando um dos policiais que participavam da operação a atirar, tentando furar um dos pneus. O disparo, porém, não acertou o alvo e acabou atingindo um dos ocupantes do veículo. O caso aconteceu no último mês de novembro (2015), o oficial foi detido, a arma apreendida para perícia e a cobertura da imprensa tratou como excessivo o uso da força. Afinal, não se justifica atirar num carro “apenas” porque ele desrespeitou uma ordem policial para parar.

Em Salvador, no dia 17 de janeiro, um marinheiro foi assassinado a facadas durante um assalto. Logo nas primeiras informações, falou-se em reação da vítima, versão que o criminoso confesso, depois de preso, ratificou. O bandido fez mais, declarando que não poderia ter agido diferente, pois “não se reage a um assalto”. A cobertura de um dos maiores jornais locais destacou exatamente o “aviso” do criminoso, colocando-o na capa da edição de hoje (20/01).

Esse duplo padrão de abordagem de nossa violência evidencia o quanto os valores sociais estão deturpados, verdadeiramente invertidos. Ele passa ao leitor das duas notícias uma mensagem clara: reagir a uma abordagem policial pode, a um assalto, não. É uma postura que vem sendo responsável por justificar a ação dos criminosos, jogando na vítima a culpa por ter sido morta, ao mesmo tempo em que demoniza a polícia, sobre a qual qualquer ação inicialmente é suspeita de abuso, mesmo que no estrito exercício regular de direito.

O relevante papel da imprensa precisa ser exercido com responsabilidade. A reação da vítima não é um habeas corpus automático para o criminoso e muito menos torna sua conduta legítima. Ao se transmitir a ideia contrária, há uma condenável absolvição moral de quem mata por qualquer razão, pondo o bandido como vítima e o cidadão – ao lado da polícia – como algoz.

Se é para não reagir em alguma situação, ela é durante uma abordagem policial. É a polícia que representa o Estado e é dele que podem vir as atuações repressivas e punitivas, jamais do criminoso, a quem não é dado punir alguém que simplesmente não aceitou ser roubado.

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A direita e as esquerdas

A direita brasileira ainda não chegou a lugar nenhum e já caminha a passos largos para implodir, perdida numa guerra de egos. Pior, as batalhas tomam por semelhantes quem é absolutamente diferente e críticas são dirigidas a um fogo amigo que não há. PSDB não é direita e seus representantes, na política ou nas redações (os tradicionais e os estreantes) têm como mérito a ser agora considerado o fato de combaterem o PT, apenas. O fogo amigo é deles, entre a conhecida esquerda radical e uma convenientemente recém-forjada esquerda democrática, mas todos de esquerda.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Espaço em grandes canais

Em outubro do ano passado, como desdobramento de um texto jurídico postado em um site especializado, recebi um convite do UOL para escrever um artigo sobre o Referendo de 2005 e o desarmamento. Foi uma surpresa, em razão da histórica postura editorial do portal sobre esse tema, e também, acima de tudo, uma grande satisfação. Afinal, todos que produzem conteúdo de opinião almejam ver seus textos veiculados na grande mídia - e o UOL é o maior portal nacional de conteúdo.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Artigo para o Uol

Neste sábado, a coluna Opinião do Uol traz um novo texto meu, no qual é defendida a ideia de que as armas de fogo têm um papel fundamental no equilíbrio social de forças contra os criminosos.

A veiculação do texto nesse específico portal me surpreendeu. É muito bom ver o discurso desarmamentista ir perdendo sua hegemonia na grande mídia e, claro, muito gratificante fazer parte disso.

Espero que gostem (link direto na imagem).


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mauricio Macri e os hospitais públicos - ou "o tango flertando com o samba"

O presidente argentino, Mauricio Macri, usará apenas hospitais da rede pública durante seu mandato. A informação é do jornal "La Nacion", veiculada nessa quinta-feira. Para grande parte dos segmentos oposicionistas brasileiros, um exemplo contra o paradoxal elitismo do ex-presidente Lula, que deixava o sistema de saúde pública se deteriorando enquanto se tratava no Sírio Libanês, um dos hospitais mais caros do país.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Mania de protesto.

O artigo 5° de nossa Constituição prevê, como direitos dos cidadãos, as liberdades de expressão do pensamento (inciso IV), de reunião (XVI) e de associação (XVII). Juntando as três, surge, ainda que enviesadamente e mesmo de modo inconsciente, a justificativa oficial para algo que virou febre no Brasil: os protestos. Tudo hoje é motivo para o exercício dessas tais liberdades, não raro abusivamente.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Livro

2015 acabou e, reconheço, fiquei devendo um projeto que havia programado para ele: o livro sobre desarmamento. Não vou disfarçar: não consegui cumprir essa "promessa" - como bem me lembram alguns amigos em saudável tom de "cobrança". As razões foram, essencialmente, profissionais. Nessa área, estou há quase 11 anos numa atividade que, direta ou indiretamente, tem me absorvido o tempo e a dedicação mental indispensáveis à conclusão de qualquer trabalho literário mais aprofundado, infelizmente.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Complexo de vira-lata?

Essa semana o presidente estadunidense Barack Obama impôs ao país algumas novas restrições à posse de armas. Nada perto de desarmamento - como pareceu pelo frenesi causado em alguns setores da mídia por aqui -, mas apenas novas checagens e licenças  para a venda. Para tanto, Obama atropelou o Congresso, onde não tem apoio para sua sanha desarmamentista, deixando de lado o processo legislativo e se valendo de chamadas "ordens executivas", algo como um misto dos decretos e medidas provisórias que temos por aqui.

Novo espaço

Amigos, 

Com o crescimento do CEPEDES e a necessidade de expansão de alguns comentários menos, digamos, institucionais, estou abrindo este espaço, mais informal, para textos pessoais que não sejam "assinados" pelo Centro.

Por enquanto, só um embrião.

Vamos em frente!

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