segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Espaço em grandes canais

Em outubro do ano passado, como desdobramento de um texto jurídico postado em um site especializado, recebi um convite do UOL para escrever um artigo sobre o Referendo de 2005 e o desarmamento. Foi uma surpresa, em razão da histórica postura editorial do portal sobre esse tema, e também, acima de tudo, uma grande satisfação. Afinal, todos que produzem conteúdo de opinião almejam ver seus textos veiculados na grande mídia - e o UOL é o maior portal nacional de conteúdo.

A repercussão do texto foi bastante positiva, alcançando - em números atualizados até hoje - 13,8 mil compartilhamentos diretos no Facebook¹, marca muito superior à média dos textos de opinião veiculados no mesmo espaço.

Poucos dias depois, outra inesperada abertura surgiu, dessa vez na Folha de S. Paulo, para um texto defendendo a revogação do Estatuto do Desarmamento, em uma edição do clássico "Tendências/Debates", veiculado aos sábados e em que opiniões sobre determinado tema são contrapostas. Novamente, a repercussão foi muito relevante, com o total de interações na edição online² (3,8 mil), além de também muito superior à média do espaço - inclusive de colunistas fixos -, mais de 6,5 vezes maior do que as do texto contrário (562).

Agora em janeiro, o UOL voltou a franquear o portal para mais um texto assinado. Um artigo contundente, que defende expressamente o direito à posse de armas pelo cidadão, como forma de frear a ação de criminosos. O texto teve, no final de semana em que publicado, mais interações ainda do que o seu antecessor, já ultrapassando a marca de 20 mil compartilhamentos3.

Seria hipocrisia dizer que esses resultados não gratificam enormemente a mim, como fariam a qualquer articulista. Lá em 2011, quando publiquei meu primeiro texto em um veículo de imprensa de maior relevância - curiosamente, um direito de resposta concedido pela Carta Capital -, era impensável que, menos de 5 anos depois, a contestação ao desarmamento estivesse no UOL e na Folha.

Isso, contudo, não significa, sequer de longe, que o jogo em mídia já tenha virado. Embora tenhamos hoje muito mais espaço do que há alguns anos, a contaminação ideológica nas redações dos grandes veículos ainda é fortíssima. E ela gera pautas desarmamentistas. 

Por isso, é imprescindível que não nos desmobilizemos. Ao contrário, é hora de fortalecer a articulação, produzir mais e mais textos - como, felizmente, cada vez mais gente boa vem fazendo - e, principalmente, apoiar cada publicação que um desses veículos grandes disponibilizar. Os resultados, como os acima citados, são determinantes para novas veiculações (visualizações e interações correspondem a retorno publicitário para anunciantes), e eles só são possíveis graças a quem lê, avalia e compartilha.


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¹ Na plataforma do UOL, os compartilhamentos de um texto no Facebook são o principal indicador público da repercussão do material.

² O número de interações com material da Folha de S. Paulo é tradicionalmente bem menor do que em diversos outros canais, por não se cuidar de conteúdo aberto, exigindo, ao contrário, a condição de assinante do jornal ou um cadastro que confere direito a um determinado número de matérias acessadas.

³ O texto já conta com 21,7 mil compartilhamentos

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Para conferir a repercussão de artigos e outras atividades, acesse a 
seção "Imprensa" do portal do CEPEDES.

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