domingo, 10 de janeiro de 2016

Livro

2015 acabou e, reconheço, fiquei devendo um projeto que havia programado para ele: o livro sobre desarmamento. Não vou disfarçar: não consegui cumprir essa "promessa" - como bem me lembram alguns amigos em saudável tom de "cobrança". As razões foram, essencialmente, profissionais. Nessa área, estou há quase 11 anos numa atividade que, direta ou indiretamente, tem me absorvido o tempo e a dedicação mental indispensáveis à conclusão de qualquer trabalho literário mais aprofundado, infelizmente.


Houve, também, outros decepcionantes fatores que, por assim dizer, tornaram, ainda que momentaneamente, estrategicamente desaconselhável "mais um" lançamento com o tema, o que se somou a planos pessoais que acabaram por se revelar complicadores. Mas o projeto não foi abandonado, aliás, de certo modo, ele foi remodelado e, talvez, até mesmo multiplicado.

Com o tempo escasso, mas sem poder deixar de registrar os incontáveis e sucessivos erros em nossa (in)segurança pública, principalmente pela coordenação do Cepedes, acabei aprofundando a produção de artigos, textos mais dinâmicos, circunstanciais e que, felizmente, vêm tendo boa aceitação e ganhando mais espaços - o Uol e a Folha de S. Paulo foram gratas (e surpreendentes) conquistas em 2015. 

Tornei-me, pois, essencialmente articulista, num curioso processo que já me faz julgar natural "raciocinar em 3.500 toques" - o espaço habitual em jornais para as colunas de opinião. Isso fez com que o acervo de artigos se tornasse numericamente representativo, permitindo a seleção de algumas dezenas deles para - eis a remodelação - um novo projeto. 

Trata-se de uma coletânea de artigos publicados desde 2011, tendo como tema a segurança pública e se unindo pela crítica à insistência nas políticas de desarmamento do cidadão enquanto as atividades criminosas nos deixam o saldo de 60 mil assassinatos por ano.

Esse projeto está bem avançado, formatado e em fase de contatos editoriais - o que pode ser um desafio bem grande para quem busca a primeira publicação. A ideia é mostrar a evolução da temática desarmamentista ao longo desses últimos anos, nos quais a técnica tem obtido muito mais espaço do que tinha, mas a ideologia ainda domina as ações práticas.

Espero ter (positivas) novidades em breve.

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