segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Objetivos e limitações


É claro que é motivo de muita satisfação receber o incentivo dos amigos e sugestões de temas para novos textos. A questão, porém, é que, como já registrei na postagem sobre o livro, não tenho como produzir mais material do que faço hoje, infelizmente.

O critério prioritário de minhas atividades profissionais não pode ser mudado e, com isso, o tempo que sobra para a coordenação do CEPEDES e, agora, o blog é muito limitado. Além disso, não me considero ativista de qualquer causa, tampouco nutro expectativas pela constituição de qualquer entidade com esse propósito, muito menos alguma que arrecade dinheiro. Isso nunca foi e segue não sendo uma opção.

O trabalho que faço na área de segurança - com textos, em rádio, na TV, ou com os vídeos - busca ser o mais técnico possível, recorrendo a fatos, números e, principalmente, a realidade que nos cerca. É uma atividade por convicção, não para lucro ou sustento (hoje, aliás, ela rende muito mais despesas do que qualquer outra coisa).

Ratifico que não tenho absolutamente nada contra alguém receber para defender qualquer coisa que seja nessa área. O ativismo tem, sim, seu papel importantíssimo e paga por ele quem achar que deve. Apenas não é "a minha", mas não por reprovação, e sim pelo receio pessoal de que a necessidade de retorno possa, em algum momento, afastar a técnica - o que seria desastroso para o trabalho de pesquisa que tanto prezo.

Obviamente, isso não se confunde com o retorno eventualmente gerado por conteúdo produzido ou divulgado. A remuneração por livros, artigos, palestras etc. jamais pode ser desprezada. A questão na qual não me encaixo, para que fique claro, é com uma organização que angarie filiados ou associados para, deles recebendo pagamento, lutar por uma determinada causa. Mas isso, repito, é estritamente pessoal.

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