domingo, 31 de janeiro de 2016

Reflexões dominicais

Domingo, já é carnaval por estas bandas e sigo num forçado repouso, tentando me recuperar de mais uma forte virose. Cenário perfeito para, entre variações febris, divagações cotidianas. Vejamos.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Erro de continuidade [vídeo]

Nem só a nossa mídia comete erros em relação às armas de fogo. Às vezes, até Hollywood se atrapalha.

Confiram a sequência de um dos grandes filmes dos últimos anos, "Atirador":



# Nota: Após a postagem, alguns amigos menos familiarizados com o tema me questionaram o que havia de errado. Eles estão certos, o vídeo ficou muito segmentado para quem já tem intimidade com o funcionamento de pistolas.

A questão é que, na sequência, a arma para aberta, isto é, quando todas as munições já foram disparadas e ela está descarregada. Esse é o destaque do primeiro círculo, justamente após a personagem atirar no bandido. Na continuidade da cena, a arma volta a estar fechada, o que, no entanto, não acontece automaticamente. Daí o erro apontado.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Erros sobre armas na mídia

Depois da postagem sobre a abertura do seriado em que armas disparavam cartuchos completos de munição, me chegou a sugestão para comentários quanto a outras situações semelhantes, com erros gritantes sobre as armas. Sugestão aceita.

Vamos, então, ver uma clássica ilustração que circula na Internet e já foi usada por diversos órgãos da imprensa:


Alguém arrisca apontar os erros? 


# Usem o espaço dos comentários 
(no celular, alterne para a"versão web" para ativar)

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Estranhos disparos

Por conta de um repouso forçado, hoje acabei zapeando um pouco pela TV à tarde e me deparei com um seriado nacional chamado "A Lei e o Crime", veiculado pelo canal Universal. O choque veio logo na abertura. Em uma perseguição numa favela, policiais disparam em um criminoso e há um efeito especial que destaca os projéteis disparados. Quer dizer, deveriam ser os projéteis...

Por incrível que pareça, as armas dos policiais disparam cartuchos completos de munição! O efeito especial acaba destacando claramente o estojo e a espoleta, algo absurdo para quem tem um mínimo de conhecimento do assunto. Duvidam? Então vejam:

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Hangout da Bala

Na próxima quinta-feira (28.01), às 22h (Brasília):


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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Objetivos e limitações


É claro que é motivo de muita satisfação receber o incentivo dos amigos e sugestões de temas para novos textos. A questão, porém, é que, como já registrei na postagem sobre o livro, não tenho como produzir mais material do que faço hoje, infelizmente.

O critério prioritário de minhas atividades profissionais não pode ser mudado e, com isso, o tempo que sobra para a coordenação do CEPEDES e, agora, o blog é muito limitado. Além disso, não me considero ativista de qualquer causa, tampouco nutro expectativas pela constituição de qualquer entidade com esse propósito, muito menos alguma que arrecade dinheiro. Isso nunca foi e segue não sendo uma opção.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Receptividade

Compartilhamentos do artigo em 28,8 mil*, ainda que sem divulgação direta pelo UOL ou mesmo inclusão dentre os textos "recomendados" na coluna "Opinião" (onde, dos 17 textos, apenas um teve mais interações).

Mais uma vez, grato a todos que prestigiaram o trabalho e, com isso, contribuíram diretamente para garantir mais uma abertura contra o discurso politicamente correto e socialmente perigoso do desarmamento.



* Valor atualizado em fevereiro/2016
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Não se reage é a uma abordagem policial

Um carro avançou em uma blitz na Zona Oeste do Rio de Janeiro, levando um dos policiais que participavam da operação a atirar, tentando furar um dos pneus. O disparo, porém, não acertou o alvo e acabou atingindo um dos ocupantes do veículo. O caso aconteceu no último mês de novembro (2015), o oficial foi detido, a arma apreendida para perícia e a cobertura da imprensa tratou como excessivo o uso da força. Afinal, não se justifica atirar num carro “apenas” porque ele desrespeitou uma ordem policial para parar.

Em Salvador, no dia 17 de janeiro, um marinheiro foi assassinado a facadas durante um assalto. Logo nas primeiras informações, falou-se em reação da vítima, versão que o criminoso confesso, depois de preso, ratificou. O bandido fez mais, declarando que não poderia ter agido diferente, pois “não se reage a um assalto”. A cobertura de um dos maiores jornais locais destacou exatamente o “aviso” do criminoso, colocando-o na capa da edição de hoje (20/01).

Esse duplo padrão de abordagem de nossa violência evidencia o quanto os valores sociais estão deturpados, verdadeiramente invertidos. Ele passa ao leitor das duas notícias uma mensagem clara: reagir a uma abordagem policial pode, a um assalto, não. É uma postura que vem sendo responsável por justificar a ação dos criminosos, jogando na vítima a culpa por ter sido morta, ao mesmo tempo em que demoniza a polícia, sobre a qual qualquer ação inicialmente é suspeita de abuso, mesmo que no estrito exercício regular de direito.

O relevante papel da imprensa precisa ser exercido com responsabilidade. A reação da vítima não é um habeas corpus automático para o criminoso e muito menos torna sua conduta legítima. Ao se transmitir a ideia contrária, há uma condenável absolvição moral de quem mata por qualquer razão, pondo o bandido como vítima e o cidadão – ao lado da polícia – como algoz.

Se é para não reagir em alguma situação, ela é durante uma abordagem policial. É a polícia que representa o Estado e é dele que podem vir as atuações repressivas e punitivas, jamais do criminoso, a quem não é dado punir alguém que simplesmente não aceitou ser roubado.

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A direita e as esquerdas

A direita brasileira ainda não chegou a lugar nenhum e já caminha a passos largos para implodir, perdida numa guerra de egos. Pior, as batalhas tomam por semelhantes quem é absolutamente diferente e críticas são dirigidas a um fogo amigo que não há. PSDB não é direita e seus representantes, na política ou nas redações (os tradicionais e os estreantes) têm como mérito a ser agora considerado o fato de combaterem o PT, apenas. O fogo amigo é deles, entre a conhecida esquerda radical e uma convenientemente recém-forjada esquerda democrática, mas todos de esquerda.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Espaço em grandes canais

Em outubro do ano passado, como desdobramento de um texto jurídico postado em um site especializado, recebi um convite do UOL para escrever um artigo sobre o Referendo de 2005 e o desarmamento. Foi uma surpresa, em razão da histórica postura editorial do portal sobre esse tema, e também, acima de tudo, uma grande satisfação. Afinal, todos que produzem conteúdo de opinião almejam ver seus textos veiculados na grande mídia - e o UOL é o maior portal nacional de conteúdo.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Artigo para o Uol

Neste sábado, a coluna Opinião do Uol traz um novo texto meu, no qual é defendida a ideia de que as armas de fogo têm um papel fundamental no equilíbrio social de forças contra os criminosos.

A veiculação do texto nesse específico portal me surpreendeu. É muito bom ver o discurso desarmamentista ir perdendo sua hegemonia na grande mídia e, claro, muito gratificante fazer parte disso.

Espero que gostem (link direto na imagem).


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mauricio Macri e os hospitais públicos - ou "o tango flertando com o samba"

O presidente argentino, Mauricio Macri, usará apenas hospitais da rede pública durante seu mandato. A informação é do jornal "La Nacion", veiculada nessa quinta-feira. Para grande parte dos segmentos oposicionistas brasileiros, um exemplo contra o paradoxal elitismo do ex-presidente Lula, que deixava o sistema de saúde pública se deteriorando enquanto se tratava no Sírio Libanês, um dos hospitais mais caros do país.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Mania de protesto.

O artigo 5° de nossa Constituição prevê, como direitos dos cidadãos, as liberdades de expressão do pensamento (inciso IV), de reunião (XVI) e de associação (XVII). Juntando as três, surge, ainda que enviesadamente e mesmo de modo inconsciente, a justificativa oficial para algo que virou febre no Brasil: os protestos. Tudo hoje é motivo para o exercício dessas tais liberdades, não raro abusivamente.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Livro

2015 acabou e, reconheço, fiquei devendo um projeto que havia programado para ele: o livro sobre desarmamento. Não vou disfarçar: não consegui cumprir essa "promessa" - como bem me lembram alguns amigos em saudável tom de "cobrança". As razões foram, essencialmente, profissionais. Nessa área, estou há quase 11 anos numa atividade que, direta ou indiretamente, tem me absorvido o tempo e a dedicação mental indispensáveis à conclusão de qualquer trabalho literário mais aprofundado, infelizmente.


sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Complexo de vira-lata?

Essa semana o presidente estadunidense Barack Obama impôs ao país algumas novas restrições à posse de armas. Nada perto de desarmamento - como pareceu pelo frenesi causado em alguns setores da mídia por aqui -, mas apenas novas checagens e licenças  para a venda. Para tanto, Obama atropelou o Congresso, onde não tem apoio para sua sanha desarmamentista, deixando de lado o processo legislativo e se valendo de chamadas "ordens executivas", algo como um misto dos decretos e medidas provisórias que temos por aqui.

Novo espaço

Amigos, 

Com o crescimento do CEPEDES e a necessidade de expansão de alguns comentários menos, digamos, institucionais, estou abrindo este espaço, mais informal, para textos pessoais que não sejam "assinados" pelo Centro.

Por enquanto, só um embrião.

Vamos em frente!

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